Pinguim na Cidade Baixa: nunca mais.

Tarde da noite, ao tentar entrar de carro na garagem me deparo com a seguinte cena: um jovem caído, tonto, com corte profundo na boca, de onde saía sangue. Várias pessoas na volta.

Assalto, briga de rua, incompatibilidade entre cheiração de cola e a lei da gravidade…

Não.

O rapaz tinha sido abatido com uma porrada na boca por um dos garçons-jagunço do bar Pinguim. E quando eu digo abater é porque (tinha acabado de acontecer) o rapaz ainda estava caído no chão, sem noção exata do que tinha acontecido, inclusive demorando a entender que o sangue saía dele mesmo, tamanha a violêncio do acontecido. O garçom correu atrás do cara, deu a porrada certeira, derrubou a vítima e a deixou estirada e sangrando, quando outras pessoas da garagem vieram socorrê-lo, e voltou tranquilamente para o bar. “Mais uma Polar chefia? Deixa pra mim!”.

O porquê da agressão. Um punhado de batatas fritas.

Sim, segundo o agredido, ao ver que algumas moças se preparavam para ir embora deixando boa parte da porção de batatas fritas, pediu para pegar algumas e foi atendido. Porém, ao que se sabe o garçom não aprovou a idéia, e se sentiu no direito de tomar a atitude que bem entendesse. A carar do garçom ao ver tudo de longe era uma mistura de despreso total e auto-afirmação. Juro que podia ouvir no olhar: “É, mandei bem.”

O garçom-leão-de-chácara era visivelmente mais forte e mais velho que o agredido, que aparentava ser um guri pra mim, mas que poderia ter entre 15 ou 20 anos, não saberia precisar.

Como se sabe, é inútil tentar dialogar com animais, especialmente os ferozes. Por isso evitamos (no plural porque a essa altura eu já me incluía no grupo de pessoas da cena interessadas em saber mais, no mínimo) tentamos o gerente. Depois de ignorados algumas vezes, com grosserias de outros atendentes, finalmente fomos atendidos por alguém que se identificou como o proprietário do bar.

Eu estava ali para ouvir o que o dono do bar teria a dizer sobre o ocorrido, que ele acabara de tomar conhecimento, inclusive. Realmente ele não tinha nada de minimamente inteligente a dizer, e em duas frases logo de cara já demonstrou sua postura de esperto: “é, vocês ficam pegando as coisas da mesa, daí acontece isso daí mesmo”. Notem que ele não tinha visto absolutamente nada, e sequer ainda tinha ouvido a parte onde o agredido falou que pediu antes de pegar.

Na verdade ele não estava nenhum um pouco interessado em nos ouvir ou dar uma posição de responsável sobre o estabelecimento, como se apresentou, e visivelmente dava como resolvida e bem encaminhada a situação que foi solucionada com uma agressão covarde na rua, na frente de várias testemunhas (eu cheguei logo após o acontecido, mas todos os garagistas e outras pessoas viram a cena).

Ele continuou: “em segundo lugar, porque tu não arranja um trabalho!?”. Nesse momento não me segurei e intervi, dizendo que pouco importava se ele trabalhava ou não, e sim o fato de ele ter sido abatido com um golpe, por um funcionário seu, e que ele era a vítima nesse momento, e precisava inclusive de um mínimo de cuidados médicos (pontos, certamente). Depois de muita réplica e tréplica, descobri que ele não era feroz, tampouco inteligente. Ele foi até o local falar com alguém recém agredido e ainda sangrando para humilhá-lo, desqualificá-lo e justificar a todo momento a atitude do garçom. Ele claramente defendeu a selvageria, apesar de negar que estivesse fazendo.

Foi um debate tão calmo quanto de alto nível. Sempre que um argumento meu o deixava sem saída, ele respondia com sabedoria: “se tá com pena, porque tu não adota ele?”. Um ignorante. Incapaz de alcançar que sua postura ridícula era totalmente incompatível com sua posição, que deveria ser de alguém que, com calma e paciência, reconheceria que houve, na melhor das hipóteses mínimas do universo, uma reação exagerada, violenta, desnecessária e inútil (afinal, ele esperava recuperar as batatas e oferecer a outros clientes?). Não só isso, multiplicou o problema com arrogância e prepotência, pois o agredido, seu amigo e todos que o ouviam simplesmente desistiram de qualquer tipo de conversa. A ignorância transbordava naquela imagem de anta bem vestida que tem um negócio muito lucrativo e não está nem aí pra nada.

A discussão descambou totalmente, até o ponto onde agredido e gerente trocaram ameaças de agressões futuras, ao que o gerente prontamente se posicionou “bate então! bate”. Um gentleman, um sábio.

Muitos “infelizmentes” na história toda, um que poderia ter feito grande diferença no final: o agredido não quiz esperar a Brigada Militar chegar, o que acabou realmente acontecendo alguns minutos depois. Poderia se fazer a ocorrência, e deixar a coisa seguir na linha da civilidade. Abriram mão de um direito, tamanha era a indignação e falta de vontade de permanecer e ser mais atingidos com tantas bobagens. Talvez doessem mais que um soco.
Claro que o gerente, sem a presença do agredido, contou uma linda história, onde um destemido funcionário se arriscou para defender as posses e os clientes do estabelecimento. Sem dúvida.

A verdade é que o dono do bar teve desde o início totdas as chances do mundo para resolver a situação de forma muito simples, sem custar nada e protegendo a imagem de seu estabelecimento. Não o fez, estragou tudo no momento que abriu a boca e deixou o dedão do pé construir seus pensamentos. Uma barbaridade, ainda mais porque os agredidos saíram aparentando que um dia irão se vingar. E se der uma merda grande por causa disso, e outras pessoas forem envolvidas, sabemremos quando e quem perdeu a oportunidade de evitar tudo.

Obviamente, de mim, de todos que estavam presentes e de todos os amigos e conhecidos destes que ouviram a história aquele bar não receberá nenhum tostão mais. Não por causa do garçom, nem da agressão talvez, mas por causa da atitude do gerente-dono.

Pouco me importa se isso realmente causará algum impacto ou não em suas finanças. Assim como pouco me importa se as batatas foram doadas ou surrupidas, sendo certo que elas iam para o lixo.  O que importa é que o meu dinheiro  (meu dinheirinho!) e minha presença jamais serão vistos ali.  E convido a todos a fazerem o mesmo.

Update: 27/03/09 20:49
Karina, nos comentários, lembrou de outro tipo de agressão acontecida no bar Pinguim da Cidade Baixa: homofobia (preconceito, discriminação e claro, agressão). Eu lembro quando essa história correu por aqui, e confesso que na época cheguei mesmo a duvidar, mas hoje não tenho nenhuma dúvida.  Resolvi pesquisar, e achei:

19.04.05 – Porto Alegre: Grupo SOMOS faz beijaço para protestar contra bar que atacou bissexual.

O grupo ativista SOMOS, de Porto Alegre, realiza nesta quarta-feira, 20/4, protesto em forma de beijaço na porta do bar que discriminou e espancou homem bissexual. Trata-se do bar Pingüim, localizado na esquina das ruas Lima e Silva e República, na Cidade Baixa. Em 24 de março, João Paulo Pontes, 22 anos, bissexual, beijou um homem e uma mulher em frente ao bar. Imediatamente seguranças e garçons do bar Pingüim se uniram para espancá-lo. Pontes levou três pontos na cabeça e deu queixa na polícia pelas agressões físicas e morais sofridas, no Departamento Médico Legal, da Polícia Civil. Gustavo Bernardes, advogado do grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade, lembra que no Rio Grande do Sul há uma lei específica que veda a discriminação por orientação sexual, além das leis brasileiras que permitem a expressão e a manifestação de afetividade em público e estabelecem penas para toda discriminação de homossexuais e bissexuais. Pontes afirma que a violência certamente não aconteceria se beijasse apenas uma mulher e está disposto a brigar na justiça se for o caso. “É necessário desvelar a hipocrisia da sociedade que trata heterossexuais de uma forma totalmente diferente de bissexuais ou homossexuais. Porque não posso beijar quem eu quiser na rua?”, desabafa Pontes.
fonte: Parou Tudo


Deve ser pura coincidência. Com certeza.

Update 2: 22/01/10
Adivinha! Mais coincidência.
Melissa Osterlund achou este post, me avisou por mail e postou em seu blog mais uma história sobre o mesmo tema: violência no Bar Pinguim, Cidade Baixa.
O post Garçom do bar Pinguim agrediu meu amigo porque nos negamos a pagar os 10% OPCIONAIS tem título auto explicativo, e colo um trecho abaixo:

(…)
Disse mais: “então não venham mais aqui”. Diante de tamanho absurdo, me dei ao direito pelo menos de chamá-lo de “infeliz”. Nisso, terminávamos de pagar (apenas o que consumimos) e DO NADA veio um soco, de outro garçom, na cara do meu amigo. Mal pude entender que não era o mesmo que nos atendia, na hora, porque vi de relance.
(…)

É, isso mesmo. Ali, naquele bar que tá sempre cheio e que todo mundo conhece.

68 Responses

  1. Eu gostei da parte que ele, o gerente, disse que o problema não era nosso. Ora, eu sou vizinha do bar. Se o garçon troglodita do bar vizinho a minha casa soca as pessoas, sejam elas quem forem, socam as pessoas, eu sou parte disso. Ou não sou?

  2. Sim, esse boteco é uó. Conheço vários casos de agressão, principalmente de conteúdo homofóbico.

  3. Jô: é que pra ele o problema mesmo eram as batatas, na agressão ele não viu nada muito errado.

    Karina: sim, bem lembrado, vou atualizar o post. Valeu.

  4. Eu fui só uma vez nesse boteco e achei detestável. Péssimo atendimento, lugar sujo, barulhento… nunca mais voltei.

  5. meu, completamente chocado. e indignado. com o garção, com o dono do bar e com o agredido, que, em vez de foder com o grandão na justicia, resolveu deixar o estabelecimentio sem spera a brigada. espero que tenha ido diretcho à delegacia.

  6. … e quem é que bêbado não quis comer as batatas da mesa do lado???

  7. Sim Vica, as mesas do Pinguim são meio grudentas, uma inhaca formada por resquícios de anos de limpadas rápidas com paninho encardido. Saca quando teu braço COLA na mesa? Bem bacana. Ok, isso não chega a ser exclusividade do bar. O diferencial mesmo no quesito higiene ali é que tem um cano de esgoto da pia que passa debaixo da calçada e desagua lindamete na sarjeta, a 2 metros das mesas, deixando um violento frescor de pinguim morto na beira da praia. Encantador.

    Pois é Tião, pois é. Mas tenho certeza que não foi o caso, inclusive a movimenatção estava mais para “vou juntar os mano e tacá fogo nesse buteco”. Ok não aconteceu, ainda bem.

  8. Puxa! Fico chocado ao saber que isso acontece em um lugar por onde passam centenas de pessoas todos os dias.
    O atendimento é realmente terrível.

  9. Deprimente isso…

  10. Olá

    Não consegui encontrar o teu nome no blog, mas acabo de passar por mais uma situação ocorrida nesse bar em que NUNCA MAIS PISAREI, também. Meu amigo levou um soco na cara DENTRO do bar, na frente de todo mundo, porque nos negamos a pagar os 10%. Abriu e inchou a boca dele, ficou sangrando. O curioso é que o autor do soco não foi o mesmo garçom que nos atendia na fila do caixa (mas este, por sinal, estava nos xingando e dizendo “então não venham mais aqui”), mas outro que surgiu simplesmente DO NADA. Em seguida, sumiu. eu não vi pra onde ele foi porque foi pra outro lado pra ligar pro 190, mas meu amigo agredido disse que ele na mesma hora fugiu pra dentro do balcão. Enfim, acabamos indo pro DML e meu amigo vai abrir um processo contra o bar, porque o cara mesmo não vai mostrar a cara. Nesse caso, o bar é responsável.

    Como isso aconteceu recém nesta última madrugada, ainda não postei no blog, mas pretendo fazer isso entre hoje e amanhã. Se quiseres ler, fique à vontade. É preciso divulgar cada vez mais o terrorismo desse maldito bar. Algum dia isso tem que acabar. Pela proporção com que os garçons têm batido nos clientes, pelo visto, não vai ser difícil que as multas não digo quebrem, mas afetem bastante o império desse lugar.

  11. Acabo de postar em meu blog a história vivida no Pinguim, que relatei resumidamente no comentário acima. Inclusive coloquei um link relacionando a este post teu.

    Se te interessares: http://palavrasdisfarcadas.blogspot.com/2009/12/garcom-do-bar-pinguim-agride-cliente.html

    Obrigada novamente,

    Melissa

  12. adoro pinguin

  13. Eu gastei 35 reais no Bar Pinguim sábado dia 24/09/11, não gostei da qualidade, e ao ir embora me recusei a pagar os 10% OPCIONAIS. Então na hora de ir embora, o garçom veio me intimidar, por sorte não fui agredido também.

  14. Ninguém chamou a polícia? Uma agressão assim, na frente de muitas testemunhas… tem que chamar a polícia na hora. Dar queixa na delegacia e tal.
    Faz anos que me recuso a ir no Pinguim por ter o pior atendimento que já vi na vida.

  15. Não sei mais detalhes, mas semana passada presenciei uma agressão de um dos garçons do Pinguim na frente do Zaffari (deve até ser o mesmo pela postura de “estou agindo da maneira certa”), num cliente que parece ter sido assaltado no bar. Me indigna a capacidade de alguns ainda agirem de forma animalesca, quando supostamente a humanidade deveria ter evoluído. Não devemos esquecer que não estamos numa terra sem lei e que esse tipo de coisa não deve sair impune. Pensar que corremos mais risco dentro dum bar do que na rua!

  16. Já tive um problema no Pinguim, depois de tomar umas 6 cervejas e pedir para trocar de mesa o garçom praticamente me xingou tentando fazer eu beber mais. Ele disse assim: “ah, 4 pessoas bebendo só água?”. Reclamei ao caixa na hora do pagamento e disse que nunca mais iria pisar lá. Pinguim nunca mais depois disso.

  17. Por que alguém não coloca fogo nesse bar?

    • é tudo o que esse vigarista deve querer! assim o seguro lhe dará um novo boteco (chinelo) . têm que denunciar e deixar a casa deles cair…

  18. Não esqueçam da agressão por parte de skinheads de 3 judeus que estavam no bar Pinguim. Isto ocorreu em maio de 2005, exatamente 7 anos atrás.
    http://oglobo.globo.com/pais/quatorze-jovens-vao-juri-popular-por-ataque-judeus-em-porto-alegre-2964019

    • eu presenciei essa lamentável agressão!!!! e na ocasião, os garçons se negaram a reconhecer os carecas imbecis…mas conheciam todos eles pq frequentavam o bar!!! NUNCA MAIS PISEI LÁ!

  19. Bando de cocaicomanos esses garçons!

  20. a cidade baixa ta uma chinelage muito grande… esses barzinho podre ae sempre foram….

  21. Cara voce é um babaca, so pelo fato de se importar com um outro babaca caido esangrando sem que ele não era ligado a voce de forma alguma e sim possivelmente uma merda de pedinte chato pra caralho. não era so ele que merecia umas porradas assim como voce por escrever tamanha asneira esquerdista.

    • cara, que bobagem de pensamento! o que tem a ver ideologia política com humanidade?

    • I can’t believe I’ve just read the above! U really r primitive and should be locked up in a cage or fed to other primitives- surely the world would be a better place without people like u.

    • Sorry, correction: Surely the world would be a better place without animals like u!

    • By the way, this is a reply to the anonymous above and NOT to Carlos! To the one who said:
      Cara voce é um babaca, so pelo fato de se importar com um outro babaca caido esangrando sem que ele não era ligado a voce de forma alguma e sim possivelmente uma merda de pedinte chato pra caralho. não era so ele que merecia umas porradas assim como voce por escrever tamanha asneira esquerdista.

    • E mais ninguém notou que o Anonymous acima é empregado do bar, talvez até o próprio agressor?

    • Tu deves pertencer a essa quadrilha de bad boys, metidos a maçho. a casa de vcs vai cair e serão presos e o recinto fechado…. que se fodam seus fdp.

  22. Que absurdo!! Nunca mais boto os meus pés naquele buteco. E esses garções devem ter que se auto-afirmar por algum motivo, vai ver enquanto eles trabalham defendendo os interesses dos patrões (puxa-saco) tem outro na casa deles ocupando o lugar com a mulher…

  23. O que vocês talvez não tenham percebido, é que as batatas não iriam para o lixo, mas sim requentadas e servidas para o próximo… ora, se os caras são o que parecem ser, por que colocariam as batatinhas no lixo? E por que acham que eles ficaram tão brabos?

  24. Pra começo de conversa: Este bar é MUITO CHINELO.
    Infelizmente, tem muito cara metido a “Bad Boy” na noite. Uns chinelos, que passam o dia puxando ferro numa academia bagaceira, treinando Jiu-Jitsu ou outra “arte-marcial” de marginal qualquer. Aí, chega na noite, se sentem inferiorizados por qualquer motivo e querem meter porrada em todo mundo (junto com os seus amiguinhos bombados mega-ignorantes).
    A noite virou selvageria, e a chinelagem tomou conta.
    Pior ainda é ter que aguentar a tigrada em Ipanema com os seus “monzas” e “chevettes” com o capô aberto tocando MC-Sei-lá-o-que… Tá louco… Um lança-chamas ali faria o maior sucesso.

    • Johnny, discordo na parte que você fala “na noite. Uns chinelos, que passam o dia puxando ferro numa academia bagaceira, treinando Jiu-Jitsu ou outra “arte-marcial” de marginal qualquer” todo e qualquer artista-marcial, recebe o aprendizado de NÃO ATACAR e sim se DEFENDER, pode falar que alguns como você disse, Chinelos, que passam o dia puxando ferro em uma acadêmia “bagaceira” poderiam vir a ser selvangens, mas se eles passam o dia fazendo isto é pelo motivo que alguém e não eles paga, logo o seu “Chinelo” estaria errado.
      Não generalize, ou pode acontecer de alguém generalizar você com outras pessoas que você não goste.

      Think first, talk with ur brain

  25. infelizmente tenho que concordar com tudo que falam a respeito do bar. até me surpreendo que a prefeitura não tenha batido lá ainda (enquanto os bares menores vão desaparecendo um a um). triste essa legislação que privilegia a burocracia financeira e não o caráter dos locais. já vi e até senti com amigos gays uma certa intolerância no lugar, e é claro que a hostilidade dos garçons é generalizada. tava na hora de repercutir isso, tá na hora de mudar a cara da cidade baixa. é um bar boêmio de coração aberto, e não de trogloditas ricos.

  26. “Ao vencedor, as batatas”. Lamentável.

  27. Uma amiga não vai mais no Só Comes porque viu o garçom brigar com um cara que tentou sair sem pagar (ok, o cliente não devia sair sem pagar, mas aí é caso de chamar a polícia e não de sair no braço). Como ela não quer mais ir a este bar, em uma das vezes que saímos fomos ao Cavanhas. Não teve agressão física, mas ouvimos desaforo no caixa porque fizemos uma pergunta sobre o valor da conta. Maior problema da cidade baixa é que os próprios estabelecimentos não se portam de forma civilizada. Só pode a vizinhança reclamar.

  28. Muito legal a denúncia cara, parabéns! Me surpreende que ao reclamar de tal violência ou intolerância, surjam comentários que preguem mais violência e alguns até mesmo bastante elitistas neste quesito, tipo “queimar o bar”, ou generalizantes “Uns chinelos, que passam o dia puxando ferro numa academia bagaceira, treinando Jiu-Jitsu ou outra “arte-marcial” de marginal qualquer”, ou o cúmulo do elitismo “Pior ainda é ter que aguentar a tigrada em Ipanema com os seus “monzas” e “chevettes” com o capô aberto tocando MC-Sei-lá-o-que… Tá louco… Um lança-chamas ali faria o maior sucesso.”

  29. Bom primeiramente, não identifiquei quem escreveu a primeira denúncia, mas não importa, seria apenas para parabenizá-lo.
    Minhas tristes experiências com este bar, se resumem em duas ou três tentativas de tomar umas cervejas lá. As contas dificilmente fecharam no momento de pagar, o que sempre gerou atrito e mal estar, quando não, discussão. Ou senão porque após bebermos o que achávamos o suficiente (sempre eu e amigos), passávamos à àgua ou refri, era quando deixavam de nos atender. Sim, já passei por isso mais de uma vez.
    Desisti ja fazem bons anos de dar dinheiro aqueles ignorantes.
    Porém o absurdo foi este ano, na madrugada do dia 1º de abril/2012, estávamos em outro bar, na República em direção a João Alfredo, com portas de vidro fechadas devido o barulho por já ser mais de meia noite. Dado determinado momento, quando olho pra rua, entre um daqueles arbustos altos e um carro, estava encurralado um rapaz, entre seus 25-30 anos, haviam 3 garçons do Pinguim em cima dele e outro segurando ele numa gravata, enforcando o rapaz mesmo, na mesma hora todos nós, que estávamos dentro do bar saimos e fomos pra cima deles, a princípio eles se assustaram, mas permaneceram na postura de “Senhores da razão” dizendo que ele teria tentado sair sem pagar. Literalmente arrancamos o cara dos braços daqueles bruta montes que continuaram ameaçando ele e nós, gritando barbaridades e fazendo ameaças de todo tipo.
    Ora, foi o que li em algum comentário acima, se ele não pagou, seguro o cara ano bar e chama a polícia!! Foi chocante e aterrorizante, o cara era um carioca de férias na cidade, ele estava completamente aturdido e perplexo com o que tinha acontecido e só agradecia por termos salvo a vida dele. Na hora achei exagero, mas agora não duvido de mais nada.
    Não tenho nenhum tipo de preconceito com negros, pobres, gays; preconceitos de raça, cor ou religião. Mas me desculpem, estes gringos compraram metade da cidade baixa e mandam e desmandam permitindo e sendo coniventes com funcionários despreparados e ignorantes, e acreditam, piamente que é na força que se resolvem problemas ridículos como esses. Se cansaram da noite ou não tem jogo de cintura pra lidar com público noturno, que bebe, que vai questionar conta, pessoas de rua que pedem restos de comida e esmola, que mudem de profissão! Errados são os que não denunciam, e aqueles que acham atitudes como estas normais.
    Nunca esquecendo que deve ter alguém grande que ganha em cima disso tudo, uma vez que eles foram um dos poucos bares com autorização de funcionamento no momento mais periclitante de fechamento de bares no início do ano, eram praticamente só eles abertos.
    Boicote ao Pinguim, existem tantos outros bares na cidade baixa, que não custa divulgar essas histórias e dar grana aos comerciantes honestos e de boas intenções que ainda restam por lá.
    Campanha NÃO AO PINGUIM! NÃO TA SATISFEITO, ABRE UM MERCADINHO!!

  30. Que tal juntar um pessoal e ir lá quebrar tudo. JUST SAYING

  31. O radicalismo ocasiona a peda da razão. Temos: vigilancia sanitária, ministério público; estes orgãos podem ser acionados, quando a polícia não tem argumentos.

  32. Já quase fui enganado na conta, cobrando a mais do que deveriam… boicote a esse bar escroto…

  33. Deprimente… boicote total ao Pinguim. Porém , infelizmente, não é o único bar da cidade que comete essas barbáries. No fórum de 2010 presenciei uma cena semelhante no Bar Perimetral, também na Cidade Baixa. Não sei ao certo qual foi o problema, creio que faltou pagar uma parte da conta de um grupo de pessoas, e o garçom partiu direto pra ignorância com um deles, o cara era do artesanato, estilo meio riponga, e ficou detonado, sangrando muito…o garçom saiu do bar e começou a agredir o rapaz na rua com extrema violência até derrubá-lo no chão e começar a dar chutes. O rosto dele estava muito ensanguentado…
    Por mais que deva ter acontecido algum problema envolvendo dinheiro, nada justifica tamanha agressão..desde então, NUNCA MAIS BOTEI MEUS PÉS NO PERIMETRAL..

    não podemos deixar que esses estabelecimentos continuem achando que podem tratar com os problemas da forma que bem entenderem, e pior, saírem ilesos!

  34. Sempre que fui, fui mal atendido! Curioso que sempre que fui, na hora de pagar, nós nunca pagamos os 10% e nunca aconteceu nada, talvez pq eu sempre vou com uma galera de 8 a 10 pessoas, dai nessa hora não tem garçom machão!

    Mas pelo contrário de muitas decisões postadas, eu faço questão de ir de novo, ser cliente arrogante e me negar a pagar os 10%. Quero ver agredirem…bando de cú

  35. Prezado amigoo…esse nao eh apenas uma do pinguim…outro dia eu estava no Imperial, e vi o sabidinho da porta enchendo a porrada um cara bebado e velho!!!E quando vc fala alguma coisa….eles acham ruimmm…
    E o pinguim sofre o mesmo mal de varios bares de Porto Alegre, que sao comandaos pela mafia Serrana, eh um monte de gringo que so pensa em fazer dinheiro e acham que so eles no mundo trabalham….que eh so eles que sabem ganhar dinheiro…que sao os melhores…e blablabla…me nego a frenquentar esses lugares…sao um bado de animaiss! tenho dito!!!!!!!

  36. Meus parabéns por se posicionar e não deixar esta situação passar em branco. Passarei esta história adiante e nunca mais porei os meus pés num lugar que apoie este tipo de atitude.

  37. Que horror. Nunca mais vou lá.

  38. Parabéns, tem meu apoio !!!

  39. Eu presenciei, há mais ou menos uns três meses, cena semelhante também protagonizada por um garçom do Pinguim. Dois deles perseguiram um rapaz até a altura do Só Comes e começaram a o agredir violentamente. O agredido correu e entrou em uma rua, os garçons foram atrás e realmente não sei se o rapaz saiu com vida. O problema é que, provavelmente, os agredidos não tomaram nenhuma providência depois do fato. Se a pessoa que teve a sua integridade violada não tomar alguma atitude, isso passará a ser, se já não é, uma cena corriqueira.

  40. alguém imprime todos esses posts e deixa uma cópia lá nos postes próximos ao bar. talvez eu mesmo faça isso. ;)

  41. Pois é.. Em janeiro desse ano fui com uns 4 amigos e pedimos água, só pra descansar e escolher melhor a comida no cardápio. O garçom veio, e nos serviu com cara de nojo.
    Meia hora depois, ele voltou com cara de cocô e falou: Tá, vocês vão beber só água??
    Nos sentimos constrangidos de mais…
    No final, na hora de pagarmos a conta um dois dos meus amigos se recusaram a pagar a porcentagem do garçom, aí, fomos intimidados de novo ¬¬

    MAS QUE DIACHO DE BAR É ESSE?

  42. Já perceberam que na madrugada de sábado, no lugar de música fica passando luta nas tvs? Não sou contra gostar de luta, é só uma observação… Me dei conta disso agora lendo os comentários.

  43. Quando frequentarem este ou outros bares, EXIJAM NOTA FISCAL. Você vai com os amigos e gasta fácil fácil uma onça ou uma garoupa nesse tipo de lugar e o dono embolsa toda grana, não retornando NADA aos cofres públicos, e pq não a nós mesmos, vide que os impostos, mesmo com a corrupção, serve para pagar salário de professor, fazer creche, hospitais, etc. Estudem um pouco de contabilidade, principalmente lucro presumido e vão entender como é fácil ter um bar e ‘presumir’ contabilmente que o bar só lucrou R$ 1000 numa noite de sábado quando sabemos que passa facilmente de 10x desse valor. Daí sobra dinheiro pra dar porrada em cliente e depois corromper os agentes públicos. Pensem nisto!

  44. Anelise: sabe por que o que tu disse faz TODO o sentido? Porque o Perimetral é do mesmo dono do Pinguim :) Vários por ali são da mesma família, mas acho que esse daí é do mesmo cara, mesmo. E quem me disse isso foi um garçom na época do Perimetral (já que no pinguim eu não pisei nunca mais, devido à história que aconteceu comigo e com um amigo meu, relatada logo acima, aqui nos comentários). Ou seja, é verdade mesmo. E mais: tempos depois, vi ele trabalhando no Pinguim – vi na calçada, claro.

  45. Fui uma vez lá, comprei um picadinho e umas cervejas e na hora de pagar não quis dar 10%, um porque o atendimento é um lixo e dois porque o preço é abusivo, obviamente o garçon ficou indignado, fez cara intimidadora (beicinho), mas só…esse bar tem relatos de violência há pelo menos 5 anos, e tô sendo generoso, creio ue isso date da década de 90. Vários bares que jogam limpo sendo fechados e esta escória continua aberta, ocupa mais da metade da calçada, dá nojo ver isso, SMIC incompetente, prefeitura incompetente, essa birosca já devia ter fechado há anos.

  46. Mestre Cabral esta certo; mas com nota ou sem nota PINGUIM é um bar fora do padrão Cidade Baixa.

  47. Fui apenas 2 vezes na vida no Pinguim, e na ultima tb fui mal atendido. Como outros tantos, recusei pagar os 10% e o garçom fez o famoso beicinho, apontou o dedo pra mim e me destratou.
    Eu fazia kung fu e sanshou na época, mas nem por isso precisei ser um “chinelo, que passam o dia puxando ferro numa academia bagaceira, treinando Jiu-Jitsu ou outra “arte-marcial” de marginal qualquer”. Com educação, pedi pra que moderasse o tom, que não estava tratando com um qualquer e teria problemas caso continuasse com a falta de educação.
    Acredito que uma parte do problema que muitas pessoas tem não só no Pinguim, mas em tantos outros, é por não saber ao certo como agir quando abordados com essa grosseria e falta de tato nestes locais. Muitos ficam intimidados e com medo, fazendo com que o agressor pense que agir assim funciona melhor que ser educado.
    Ao menos na minha situação, recebi um pedido de desculpas e fui pra casa sem problemas. Obviamente, pelo que acontece quase que frequentemente, o meu caso é que foi algo “isolado”!
    Por essas e outras, não fui mais a Cidade Baixa. Quando tenho vontade de beber ou fazer um lanche com os amigos, dou um jeito de combinar algo em casa mesmo.
    Pra que dar meu dinheiro pra pessoas que não tem o mínimo de cultura e educação para com os outros?
    Triste…

  48. Nossa… li até o final e estou chocada! Não frequento o Pinguim, e agora digo que nunca frequentarei, com certeza. Mas dá vontade de ir lá bem acompanhada por uns amigos meus advogados e presenciar uma cena dessas, só para juntar provas e testemunhas e fazer o dono desse bar calar a boca de uma vez! Se cada uma das pessoas agredidas, mesmo que verbalmente, notificasse a situação à polícia e entrasse com processo judicial contra o bar, garanto que as histórias não teriam perdurado por tantos anos, como vejo pelos relatos dos comentários. Sério, eu vou tomar providências, e convido outras pessoas a tomarem atitude também contra esse bar e tantos outros que fazem a mesma coisa! Isso é caso a ser levado ao Ministério Público! Esse bar precisa fechar e os responsáveis precisam pagar por tanta barbaridade!

  49. PEACE, please!
    Perdoem, sejam solidários, sorriam. Simples assim.

  50. Vou fazer um teste vou lá e vou pedir agua sem gás para ver o que vai acontecer, se eu apanhar vou postar aqui…

  51. Ja fui roubado lá dentro.

    Levaram a bolsa da minha namorada com tudo dentro.

    Ouvi do dono “não nos responsabilizamos” e ainda tive que pagar a conta.

    Ainda desconfio que foi um dos Garçons.

  52. Não é possível ter uma opinião concreta do ocorrido somente com tais depoimentos que li! Mas não sabemos se realmente foi isso que aconteceu, se o rapaz que comeu as batatas não possui antecedentes criminais, ou enfim, claro que se não houve legítima defesa, não justifica a ação do garçom!

    Enfim, se o garçom agiu de tal forma, repudio esse estabelecimento que não mostrou o mínimo interesse e seriedade por parte do tal gerente!

  53. https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=3244384227956&id=1217374704

    05/05/2012

    AGRESSÃO DESCABIDA NO BAR PINGUIM – CIDADE BAIXA
    A noite de sexta-feira surpreendeu a mim e a mais duas outras médicas veterinárias que batiam papo no Bar Pinguim, na Cidade Baixa. Além de furtados, dentro das dependências do estabelecimento, com carteira, bolsas e documentos surrupiados, fomos abalados moralmente. Depois de termos obtido autorização da gerência do local para nos retirarmos, a fim de registrar ocorrência policial, um garçom do bar, me aborda a socos em plena rua porque saímos e deixamos duas cervejas em a haver. Óculos quebrados, trauma de face, dor na cervical, delegacia, IML, HPS, humilhação e constrangimento. A Cidade Baixa era o reduto de tantas tribos diferentes, um lugar admirável para se circular em Porto Alegre há um tempo atrás… Agora é tiro, agressão, roubo, furto de veículos, circulação de traficantes, crianças abandonadas. O que está havendo? Alguém pode me informar ou vão me dar um soco? É assim que Porto Alegre está treinando para tratar os estrangeiros no mundial?

  54. oi a algum tempo atras fui no pinguim e um menino de rua estava na volta pedindo batatas e eu dei, o garçon se meteu e disse:
    sai fora daqui ou vou te encher de porradas, eu briguei feio com o garçon.

  55. Lamentável!

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